Nossa Senhora pediu então à jovem Catarina que fossem cunhadas medalhas, conforme as visões concedidas a ela. Medalha esta que ficou conhecida como a “Medalha milagrosa”, embora a medalha cunhada não foi da forma descrita pela Catarina ao seu confessor, Nossa Senhora aprovou que fosse mantida daquela forma, e assim foi distribuída, com aprovação eclesiástica, inicialmente na França e logo se tornou conhecida pelo mundo inteiro, assim como os milagres e graças concedidos por Nossa Senhora, pois conforme Ela mesmo prometeu àqueles que devotamente usassem sua medalha: “Todos os que usarem, trazendo-a em seu pescoço , receberão grandes graças”, tonando assim conhecida sob o título de Nossa Senhora das Graças, ou Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
Catarina, ao ver os anéis nas mãos de Nossa Senhora, saindo os raios das pedras, notou que alguns anéis estavam apagados, e então perguntou à Virgem Maria o motivo, neste momento ela teve a resposta: “São graças que vocês ainda não pediram, mas deveriam pedir”.
Nossa Senhora, como toda boa mãe, vem até nós utilizando da pequena e humilde Catarina para nos ensinar que devemos pedir as graças que ainda não pedimos, pois estas graças serão alcançadas por aqueles que creem. Neste momento podemos pensar em diversas graças, como a cura de uma doença, um emprego, uma casa, dentre muitas outras, que são graças que devem ser pedidas sim, porém a graça que devemos mais almejar nesta vida é a graça da salvação eterna, pois como diz as escrituras: “Pois que aproveitará ao homem ganhar o Mundo inteiro se perder a sua alma?” (Marcos 8, 36). Portanto devemos olhar para as graças que estamos pedindo e pedir também, acima de tudo, a graça de sermos santos, assim como Santa Catarina Labouré e tantos outros Santos de nossa amada Igreja Católica.
Que Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora das Graças, possa nos ajudar a alcançar a maior graça que Deus poderia nos dar, a salvação eterna de nossa alma.
