quinta-feira, 14 de abril de 2022

A Paixão de Cristo

  

Sexta-feira da Paixão, dia que para nós católicos deve ser de total recolhimento, pois buscamos meditar em cada um dos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus padeceu para a remissão de nossos pecados, e assim nos concedeu o caminho para a vida eterna em sua glória. Neste dia buscamos lembrar do sofrimento que Ele passou por amor à esta humanidade miserável. Deus Misericordioso então enviou seu próprio Filho para nos mostrar o caminho pelo qual devemos seguir. 

    Olhando para a cruz vemos um dos aspectos de como é a vida cristã, pois como o próprio Senhor nos diz “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mateus 16,24) Portanto deveríamos como Jesus, carregar a nossa própria cruz e segui-lo. Porém, o que acontece é que muitas vezes queremos seguir a Jesus sem a cruz, ter uma vida somente de coisas boas e nada de sofrimentos. Mas se é o próprio Jesus quem nos pede para pegarmos nossa cruz para segui-lo e Ele próprio carrega a sua cruz até o calvário, como poderemos nós querer segui-lo sem a cruz? 

Podemos, com Santo Agostinho, dizer: “Senhor, é duro Te seguir, mas é impossível te deixar”, ou seja, devemos nos portar diante deste caminho com uma santa resignação, pois ela nos levará para o céu. Quando olhamos para a passagem do evangelho onde Jesus, do alto da cruz agonizando de dor, vê sua mãe próxima do discípulo que amava e então Ele diz: “Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (João 19, 26-27), Neste momento, Jesus se lembrando dos seus, deixa sua mãe como nossa mãe, e neste caminho de sofrimento ao qual devemos carregar a nossa cruz, ninguém melhor do que aquela que tendo uma espada transpassada em sua alma para vir em nosso auxílio.

    Nossa Senhora esteve com Jesus até o último momento, sofrendo junto com ele: aquilo que Jesus sentia no corpo, a Virgem Maria sentia em sua alma. Ela, que é a maior de todas as criaturas, sabe exatamente como nos auxiliar, não tirando nossa cruz como muitos gostariam, mas abrandando o sofrimento, para que com isso possamos permanecer fielmente no caminho ensinado por Jesus, para que possamos seguir seus passos, mas com Sua Mãe nos guiando.

    Em seu livro Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, São Luís Maria Grignion de Montfort nos ensina de forma perfeita a fazermos todas as nossas ações por Maria, com Maria, em Maria e para Maria, a fim de mais perfeitamente as fazer por Jesus, com Jesus, em Jesus e para Jesus.

    Que possamos neste dia, com a ajuda de Nossa Mãe Santíssima, viver e meditar a Paixão de Cristo, para que possamos no domingo da Páscoa celebrarmos com júbilo a ressurreição de Nosso Senhor. E que Nossa Senhora nos mostre o caminho que devemos seguir na estrada da salvação eterna. 

“Nada importa, exceto o Destino da Alma” - G. K. Chesterton.

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